Galípolo, o sofista
Em 15 de outubro de 2024 renomados/as economistas publicaram uma Carta aberta ao CMN [Conselho Monetário Nacional] pedindo mudança da meta de inflação de 3% para 4%, “de modo a permitir um crescimento mais equilibrado da economia brasileira”.
Como o tempo comprova, o CMN –órgão do governo integrado pelos ministros da Fazenda e Planejamento mais o presidente o Banco Central– preferiu não dar atenção à Carta aberta assinada por Luiz Gonzaga Belluzzo/Unicamp, Carmem Feijó/UFF, Demian Fiocca/USP, Fernando Ferrari Filho/UFRGS, Gilberto Tadeu Lima/USP, Leda Paulani/USP, Lena Lavinas/UFRJ, Luiz Fernando de Paula/UFRJ e Nelson Marconi/FGV.
Com isso, o governo segue refém até hoje de uma meta de inflação absurdamente irrealista que se autoimpôs. Apesar de ser uma meta sabidamente inviável para a realidade brasileira, Gabriel Galípolo a usa como pretexto para preservar a política de juros ao gosto do rentismo.
Na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal [19/5], Galípolo sustentou que “a taxa de........
