A reeleição de Lula ameaçada pela invasão cibernética dos EUA
Sem nenhum apego pela soberania nacional, o ministro da Defesa Múcio Monteiro disse que “se os Estados Unidos quiserem invadir o Brasil, temos que abrir o portão” – o que significa facilitar a invasão do país sem apor nenhuma resistência ao invasor.
A infeliz declaração deste ministro que é a pessoa errada, na hora errada, para o cargo errado, é ainda mais preocupante porque é pronunciada no contexto da guerra Trump-bolsonarista contra a reeleição do presidente Lula e, sendo ele, Múcio, quem exerce a direção superior das Forças Armadas e é o titular do “órgão incumbido de coordenar o esforço integrado de defesa, visando contribuir para a garantia da soberania, em prol da sociedade brasileira” [competências do Ministério da Defesa, Lei 14.600/2023].
Os EUA contam com a colaboração interna da extrema-direita entreguista nesta ofensiva contra o Brasil, que é travada em duas dimensões interligadas.
A primeira dimensão, visível e declarada, se materializa nos ataques à soberania, à economia, ao judiciário e ao Presidente da República. O arsenal são as medidas como tarifaço, sanções, classificação de facções criminosas como terroristas e retirada de visto da embaixadora em Washington.
A segunda dimensão, articulada com a anterior, é operada de modo oculto, clandestino, por big techs sediadas nos Estados Unidos que usam inteligência artificial, deepfakes, disseminação de desinformação e mentiras nas plataformas digitais.
Processo bidimensional análogo, que combina ações visíveis e operações clandestinas está em curso em Cuba. Por um lado, o governo Trump impõe restrições mortais de combustível à Ilha, e em paralelo a CIA atua com uma força-tarefa secreta para desestabilizar e mudar o regime.
Indícios evidenciam que o ataque ao Brasil segue o padrão de interferência externa observada nas eleições na Colômbia, Honduras e Peru.
A corrida migratória de mais de 50 mil marroquinos em Ceuta, impulsionada pela notícia falsa disseminada nas plataformas digitais de que a fronteira entre Marrocos e o enclave espanhol estaria liberada, reacendeu o alerta sobre o papel das redes sociais em golpes, crises, conflitos, desestabilização e destruição da democracia nos países alvos........
