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Combatemos os pilantras manipuladores, não a religião

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03.09.2026

Começo este texto informando a todos que não sigo nenhuma religião nem me sinto inclinado a crer que existam forças espirituais extranaturais que rijam o mundo em que estamos.

Feita a anterior aclaração, gostaria também de deixar evidente que não considero como sendo um problema, ou uma ameaça, o fato de que muitas outras pessoas, sim, nutram crenças religiosas, cultuando-as através de alguma instituição para tal fim. Em meu entender, o que realmente deveria ser levado em conta ao avaliarmos a postura de outros seres humanos são seus propósitos e as ações por eles praticadas em seu relacionamento com os demais.

Ao longo da vida, já me deparei com incontáveis pessoas imbuídas de crença e fé religiosas que demonstravam estar sinceramente empenhadas em alcançar mais justiça, dignidade e solidariedade em benefício de todos. No entanto, o oposto disto também se deu com igual frequência. Assim, em diversas oportunidades, tive o desprazer de cruzar com crápulas da pior espécie imaginável que se apresentavam como sendo profundamente religiosos.

Não obstante, quero ressaltar que constatei posicionamentos análogos também entre aqueles que declaravam não albergar crenças de natureza espiritual. Em outras palavras, pude concluir que havia gente de bom coração e boa índole tanto em uma categoria como na outra. E, sem dúvidas, o mesmo se aplica em sentido inverso.

Então, em vista do já exposto, o que menos me preocupa no momento de estabelecer vínculos de afinidade com alguém é saber em qual dos grupos a pessoa em questão se enquadra: o dos que creem na existência de uma divindade superior, ou o dos que acreditam que o mundo é produto da evolução das condições sociomateriais da natureza. 

Em realidade, o que julgo de suma relevância é a maneira como cada qual contribui ou não para tornar o mundo melhor e mais justo para todos. E, quanto a isto, tenho plena convicção de que........

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