O que seriam “homens bons”?
Sabe-se que há um ator famoso vendendo curso voltado para homens, supostamente para o resgate e reforço de valores ameaçados pelos avanços feministas das últimas décadas. Encorajado por conservadores e amplamente criticado por progressistas, o ator não se declara red pill, alegando não gabaritar o pacote completo da misoginia em tempos de Discord. No entanto, não se desprende de fórmulas limitadas e retrógradas, como a ideia de atribuir feminicídios e violência contra mulheres ao mero caráter individual de “homens maus”, desconsiderando aspectos sociais e culturais e os algoritmos que impulsionam ataques cada vez mais frequentes e alarmantes.
Não se trata sequer de distinguir “homens bons” de “homens maus”. Não avançaremos no problema com qualquer tipo de generalização fácil, com termos moralizantes, muito menos com........
