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Eletromobilidade e marcas chinesas têm caminho livre, com derrota e fuga de Flávio

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A vitória do presidente Lula, na eleição do último domingo, deve manter a atual curva de crescimento da indústria automotiva brasileira, agradando “gregos e troianos” e mantendo a projeção de quase US$ 88 bilhões (o equivalente a R$ 470 bilhões) para o fechamento de 2026. A previsão de produção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) foi revisada para cima, para 7%, enquanto as vendas internas devem crescer 15%, para 3,1 milhões de unidades. Já a fuga do derrotado Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos joga a pá de cal num eventual – e muito esperado pelas velhas marcas ocidentais – alinhamento com as políticas protecionistas norte-americanas, que levaria a restrições agressivas ou até proibições de kits SKD e CKD chineses para montagem local. “Os mercados financeiros torciam para uma vitória de Bolsonaro, mas sua derrota não se refletirá numa deterioração da economia”, avalia o estrategista da plataforma de investimentos e corretagem eToro, Lale Akoner.

Para Akoner, o governo Lula trata e continuará tratando a indústria automotiva como uma peça estratégica da infraestrutura nacional. De um lado, a política do programa Move Brasil, que financia motos, modelos populares, micro-híbridos, EVs e comerciais leves com maior eficiência energética para taxistas, motoristas de aplicativos e do transporte escolar, beneficia tanto os consumidores quanto as velhas marcas ocidentais, por meio de uma linha de R$ 30 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Do outro, o programa MOVER (Mobilidade Verde e Inovação), voltado para as montadoras, mantém a reserva de R$ 28 bilhões em créditos tributários e benefícios fiscais para........

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