Primeiro de Maio: do direito ao trabalho ao direito de existir
O Dia do Trabalhador nasceu do conflito. Não foi concessão. Foi conquista arrancada nas ruas, com greve, repressão e sangue, em Chicago, em 1886, no episódio que ficaria conhecido como Haymarket Affair. Ali, trabalhadores exigiam o básico: trabalhar menos para viver mais.
Naquele tempo, o trabalho era desregulado. Jornadas de 12, 14, até 16 horas. Sem descanso, sem proteção, sem limite. Acidentes eram parte da rotina e responsabilidade de ninguém. Quem não aceitava era substituído. Era simples assim.
No Brasil, o atraso era maior. Até 13 de maio de 1888, com a Abolição da Escravidão no Brasil, a base da economia ainda era a escravidão. Enquanto o mundo começava a discutir direitos, aqui ainda se discutia liberdade.
E quando veio a abolição, veio sem inclusão. Libertou-se sem integrar. Sem terra, sem renda, sem acesso ao trabalho formal, milhões ficaram à margem.
A industrialização só ganha........
