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Um golaço: “As Malvinas são argentinas”

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19.07.2026

A vitória da Argentina no jogo contra a Inglaterra nesta copa 2026 fez história; transcendeu o campo de futebol, agitou e ecoou no mundo político. Mesmo faltando o último jogo final contra a Espanha, o povo argentino vibrou, chorou como nunca de alegria nas ruas e praças, confluiu em cerca de 2 milhões no Obelisco de Buenos Aires para comemorar, como se empunhasse a taça de bronze. Uma verdadeira expressão de alegria e desabafo frente à dureza da vida econômica e social nos últimos dois anos e meio.

O jogo não terminou com 2×1, mas num simbólico 3×1 quando a equipe argentina agarrou e expôs um pano de lençol branco lançado por seus torcedores com a escrita que girou o mundo: “As Malvinas são argentinas”. Lionel Messi e a jovem equipe de Lionel Scaloni, corresponderam com coragem ao sentimento do povo argentino; desobedeceram às ordens da FIFA reproduzidas pela ministra de segurança da Argentina, que ordenou um dia antes: “Não está permitido levar bandeiras com mensagens violentas ou explícitas, como mapas das ilhas Malvinas como conteúdo político”. Ao início do jogo, a equipe argentina cantou aos gritos o hino nacional e, com coerência até o final da partida, não somente segurou o pano das “Malvinas argentinas”, mas a estendeu e visibilizou no campo de futebol. Até Cristina Kirchner saiu na varando da sua prisão domiciliar a apoiar com uma faixa semelhante.

O tema e a luta pelas “Malvinas argentinas” são parte de uma história inacabada para o povo argentino. Isto vêm desde a guerra de 1982, que durou 74 dias. Terminou com a vitória da Inglaterra com mais de 24 mil combatentes argentinos, 649 mortos, dos quais, 323 foram marinheiros do navio Belgrano, afundado pelo submarino nuclear do governo britânico da Margaret Thatcher, recentemente saudada por Milei.........

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