Que guerra está por vir?
À margem da reunião do G7 na França, convocada para discutir as repercussões da Guerra do Golfo nas economias de seus países-membros, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha afirmou que não havia divergências com os Estados Unidos quanto à posição sobre o Irã. Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores da França pediu ao Irã que cessasse seus ataques contra civis. A reunião terminou com a decisão de realizar um encontro ampliado com os ministros das Relações Exteriores dos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), para discutir os próximos passos relacionados à situação na região.
Claramente, reina a confusão no campo ocidental. Trump, que inicialmente exigiu que o Irã abrisse o “Estreito Trump”, antes de se corrigir para o “Estreito de Ormuz”, alegou que seus parceiros da OTAN não ofereceram assistência e que ele não precisava da ajuda deles. Alemanha, França e Reino Unido, juntamente com seus parceiros, também declararam que não participaram da guerra estadunidense - israelense contra o Irã. De fato, a onda mais forte de críticas vem dos próprios Estados Unidos, liderada por um grupo de políticos e ex-líderes militares. Todos percebem que o efeito “bola de neve” cresce em duas direções: primeiro, o enorme volume de mentiras e declarações enganosas emitidas por Trump; segundo, a tensão econômica que assola grande parte do mundo, levando muitos países a adotarem medidas de austeridade em antecipação ao pior.
Todas essas declarações ocorreram antes de o exército iemenita........
