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Negociações EUA-Irã: otimismo cauteloso

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12.04.2026

Todas as atenções estão agora voltadas para Islamabad, capital do Paquistão, onde as negociações entre os EUA e o Irã estão programadas para começar, sob os auspícios e a mediação do Paquistão, lideradas pelo primeiro-ministro Shehbaz Sharif e pelo chefe do Exército, general Asim Munir, que desempenhou um papel fundamental na intermediação de um cessar-fogo após quarenta dias de intensos combates entre os dois lados.

Um sentimento de expectativa, cautela e incerteza prevalece nos meios de comunicação e nos círculos políticos, bem como nos centros de tomada de decisão regionais e internacionais. Isso é compreensível, dado o nível que a guerra atingiu em todas as frentes geográficas e militares e considerando experiências passadas em que os Estados Unidos e seu aliado, Israel, recorreram à sabotagem da diplomacia, lançando duas guerras contra o Irã durante as negociações — uma em Omã e a mais recente em Genebra, mediada por Omã, que produziu resultados positivos, como reconhecido pelo ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi. Essa situação é ainda agravada pelo contínuo aumento da presença militar dos EUA na região e por relatos de intensificação dos voos de carga militar dos Estados Unidos.

Contudo, não é totalmente correto exagerar essa visão pessimista das negociações, mesmo reconhecendo suas dificuldades. A situação atual pode ser avaliada como mais próxima de um otimismo cauteloso do que de um pessimismo excessivo. Esse otimismo cauteloso pode ser justificado com base em inúmeros fatores e dados, ditados pelas verdadeiras causas deste conflito e pelos resultados da recente guerra de quarenta dias.

A guerra como meio de negociação

As guerras sempre terminam em negociações, por mais intensas que sejam, desde que nenhum dos lados consiga uma vitória clara, decisiva e absoluta. No caso do conflito EUA-Irã, deve-se notar que uma vitória decisiva tornou-se praticamente impossível, especialmente porque o agressor, representado pelos Estados Unidos e por Israel, percebeu sua incapacidade de destruir os elementos da força e da continuidade militar iraniana, principalmente suas capacidades de mísseis e drones. Além disso, embora tanto os EUA quanto o Irã tenham se engajado em uma política de risco, cada um manteve aberta a possibilidade de resolução, abstendo-se de cruzar linhas vermelhas que, se ultrapassadas, poderiam ter levado a uma guerra irreversível e devastadora. Essas linhas vermelhas incluem, principalmente, recursos de combustíveis fósseis e energia elétrica, instalações químicas e nucleares e, adicionalmente, a segurança de cabos de Impasse militar

Os quarenta dias de guerra que antecederam o cessar-fogo demonstraram que os Estados Unidos foram incapazes de alcançar os objetivos........

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