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Santa Catarina, laboratório do bolsonarismo e o assassinato de Orelha

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06.02.2026

Enquanto parte do debate público insiste em decretar a morte do bolsonarismo, a realidade brasileira aponta para um cenário mais inquietante: a extrema direita não desapareceu — ela mudou de forma. E nenhum estado expressa melhor essa metamorfose do que Santa Catarina, hoje o território mais bolsonarista do país.

No Programa 20 Minutos, o analista Breno Altman recebeu a jornalista e professora Amanda Miranda para discutir uma questão central do momento político: o bolsonarismo está em colapso ou apenas em recomposição?

Quando a análise se desloca para Santa Catarina, a resposta se torna incômoda. O estado aparece não apenas como reduto eleitoral da extrema direita, mas como um ecossistema ideológico funcional, onde o bolsonarismo deixou de depender exclusivamente de Jair Bolsonaro para existir.

Ali, a extrema direita não opera apenas em ciclos eleitorais. Ela organiza valores, molda comportamentos e estrutura uma visão de mundo autoritária e violenta que se reproduz no cotidiano.

Segundo Amanda Miranda, Santa Catarina representa um estágio avançado do fenômeno bolsonarista. O apoio à extrema direita não se limita ao voto: tornou-se identidade social, marcador de pertencimento e código cultural.

O bolsonarismo catarinense:

Não se trata de conservadorismo clássico. Trata-se de uma cultura........

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