O grito católico de alerta contra a tirania
Faltam menos de 48 horas para os brasileiros decidirem o destino de sua República. Neste momento de trágica encruzilhada, dois gritos cortam o denso nevoeiro da apatia.
O rigor analítico do jornalista Jamil Chade, desnudando o manual internacional do fascismo moderno; e a voz de bispos católicos que rasgaram o silêncio para denunciar o abismo que se aproxima. Mas que pode ser contido.
Ambos os alertas apontam para a mesma ferida aberta. A democracia não morre por um raio em céu azul, mas pela traição daqueles que usam o manto das leis para destruir a própria lei, reabilitando carrascos e preparando o terreno para a revanche.
De Washington ao Planalto
O precedente é escancarado, documentado e aterrador. Nos Estados Unidos, o dia 6 de janeiro de 2021 marcou a sanha criminosa da invasão ao Capitólio por hordas ensandecidas que tentavam subverter a soberania popular.
Mais de 1.500 criminosos foram processados e condenados — entre eles, Enrique Tarrio, líder dos Proud Boys, sentenciado a 22 anos de cadeia.
Mas Donald Trump reescreveu a realidade.
Transformou golpistas em patriotas, criminosos em “presos políticos” e o 6 de janeiro em um “dia de amor”.
Ao retornar à Casa Branca, em 2025, concedeu perdão em massa. O objetivo perverso dessa farsa é cristalino: se o golpista é vitimizado, o juiz torna-se o tirano, e o investigador, o criminoso. A inversão total da justiça para pavimentar a rota da vingança.
É exatamente esse roteiro tenebroso que o clã Bolsonaro importa e desfralda no Brasil numa eventual chegada de outro Bolsonaro à presidência da República.
Revanche e Nostalgia da Barbárie
O candidato Flávio não esconde o plano macabro. Transformou a anistia e a........
