O crepúsculo da Europa
O racismo, bem como o conhecemos hoje, nasceu na Europa, com as grandes navegações, e a Inglaterra, talvez, como a nação mais proeminente. Por lá, os seus “concidadãos”, os irlandeses, sempre foram discriminados por sua origem, condição social, religião, ou por seus cabelos ruivos. Mas tão terrível agressão, o racismo, não parou no império em que o Sol nunca se põe, ele se disseminou pelo continente. A sua versão cruelíssima ocorreu no período escravista e, nesse tempo, dentro dessa vergonha extraordinária para o berço do humanismo e da democracia, os seus vizinhos ao Sul do Mediterrâneo, foram parceiros inequívocos. Eric Williams, um dos maiores pensadores sobre a escravidão e o capitalismo ilustrou o mundo com algo assim: “Não há um tijolo em Manchester sem o suor, lágrimas e sangue africano”. Em seu crepúsculo ideológico e intervencionista, a Europa, digo, os países que mais se beneficiaram financeiramente do tráfico de pessoas escravizadas do........
