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O crepúsculo da Europa

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17.04.2026

O racismo, bem como o conhecemos hoje, nasceu na Europa, com as grandes navegações, e a Inglaterra, talvez, como a nação mais proeminente.  Por lá, os seus “concidadãos”, os irlandeses, sempre foram discriminados por sua origem, condição social, religião, ou por seus cabelos ruivos. Mas tão terrível agressão, o racismo, não parou no império em que o Sol nunca se põe, ele  se disseminou pelo continente. A sua versão cruelíssima ocorreu no período escravista e, nesse tempo, dentro dessa vergonha extraordinária para o berço do humanismo e da democracia, os seus vizinhos ao Sul do Mediterrâneo, foram parceiros inequívocos. Eric Williams, um dos maiores pensadores sobre a escravidão e o capitalismo ilustrou o mundo com algo assim: “Não há um tijolo em Manchester sem o suor, lágrimas e sangue africano”.  Em seu crepúsculo ideológico e intervencionista, a Europa, digo, os países que mais se beneficiaram financeiramente do tráfico de pessoas escravizadas do........

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