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Golpes, mentiras e sabotagens: a ofensiva da extrema direita e do Centrão contra a democracia

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02.05.2026

 Em meio à escalada das disputas institucionais e à proximidade das eleições, setores da extrema direita e do Centrão intensificam estratégias de desinformação e sabotagem política para desgastar o governo e tensionar as instituições democráticas. A rejeição de Jorge Messias ao STF expõe não apenas uma profunda crise política, mas o avanço de práticas oportunistas que transformam o Congresso em palco de vinganças e manipulações eleitorais.

A rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal vai além de uma mera derrota do Executivo ou de Messias, ela sinaliza a absoluta desqualificação de um Senado dominado por uma simbiose oportunista entre a extrema direita e o Centrão fisiológico. Traduz a ira desses segmentos, que incapazes de propor projetos sociais para a melhoria das condições de vida da população, canalizam suas forças para sabotar um governo progressista e resiliente a um congresso de maioria inimiga do povo. Representa a resposta covarde de um Legislativo freado tanto pelas forças progressistas, quanto pela Justiça, não somente no âmbito das investigações contra a tentativa de golpe de Estado, como no projeto de auto blindagem dessa ala inóspita e, sobretudo, diante de envolvimentos de parlamentares em ações criminosas.  

A atuação da Polícia Federal em várias frentes de combate ao crime organizado, a exemplo da Operação Carbono Oculto, acuou parlamentares suspeitos de participação, como ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, pelo temor que as investigações cheguem até ele e aliados, que agora utilizam o voto como anteparo e arma. Agrega-se a isso o desconforto provocado pelos indicadores positivos alcançados em diferentes áreas da gestão federal, resultado de um governo que, apesar da sabotagem permanente, tem conseguido realizar entregas concretas à população.

Outro fator que tem contribuído para a intensificação das frequentes retaliações do Legislativo, ainda que de modo implícito, contra o governo reside no enfrentamento do Judiciário via atuação incisiva de Flávio Dino, ministro indicado pelo presidente Lula, contra a apropriação indébita do orçamento público via emendas parlamentares, que frequentemente servem ao enriquecimento ilícito e à manutenção de currais eleitorais desses parlamentares, onde o voto é sequestrado pela necessidade de um povo vulnerável a cada processo eleitoral.

Nesse ambiente de crescente tensão entre os Poderes, agravado pelas investigações sobre o uso das emendas parlamentares e pela crise no STF, amplificada pela mídia corporativa a partir dos episódios do caso do Banco Master, a extrema direita e o Centrão, capitaneados por Davi Alcolumbre, enxergaram o cenário perfeito para avançar no golpe. A poucos meses das eleições, a rejeição de Messias significou uma atuação deliberada para desgastar a imagem do presidente Lula. Essa afronta, inédita desde o século XIX, marcou uma ruptura na tradicional aquiescência do Senado à prerrogativa constitucional do chefe do Poder Executivo na indicação de ministros para a Suprema Corte. Conforme informações do G1, o presidente Lula reagiu a esse fato com o republicanismo que sempre caracterizou sua prática........

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