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De como uma pesquisa se preocupa com o Banco Master na eleição

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12.03.2026

Qual o motivo de se realizar uma pesquisa sobre o "escândalo do Banco Master"? A resposta é uma só: eleitoral. Neste ano, o de 2026, qualquer passo que se dê, para um lado ou para o outro todos os envolvidos irão apontar razões eleitorais para essas ou aquelas atitudes. É do jogo.

O que não é do jogo é montar uma pesquisa de dois em dois dias, com perguntas direcionadas, forçando a sociedade a se posicionar sobre tudo e mais alguma coisa, a fim de pautar a mídia e fornecer munição a ela para discorrer sobre o tema da vez, eleito nas reuniões de pauta, de modo a trazer para o debate o falso debate.

Imaginem perguntar para alguém na rua se já ouviu falar do Banco Master? Claro. Num país em que as pessoas simples ainda param na hora do jantar para ver o noticiário da TV, não é de se espantar que 65% dos 2.004 entrevistados pela Genial Quest, digam que sim, já ouviram falar dessa história e sabem que o Vorcaro foi preso. O surpreendente é que haja, ainda, 33% que não tenham conhecimento sobre o fato, e 2% não estão nem aí para o que está acontecendo.

Mas as próximas perguntas começam a afunilar e colocar o coitado do entrevistado contra a parede, forçando a que ele preste atenção a que alguém está perdendo nessa história e não é só ele, o coitado que arcará com o rombo, já que o dinheiro para ressarcir os lesados sairá dos cofres públicos. Não. O que a pesquisa quer é que ele se dê conta de que alguém deverá ser responsabilizado pelo escândalo e afetado por ele. O mais honesto seria perguntar: — No colo de quem deve cair esse escândalo? —, mas aí ficaria "bandeiroso" demais. Então a pergunta vem edulcorada, com aquele tom "acadêmico": — Quem foi mais afetado negativamente pelo escândalo do Banco Master? — pelo entrevistador, ele responderia de pronto: — O governo Lula! — mas como há que manter um certo decoro, no questionário e nas respostas a ele, (só um tanto), 40% dizem que todos os........

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