Milei é sórdido e está a serviço de Trump e do bolsonarismo — Argentina como ela é
Antes de iniciar o artigo, afirmo ao leitor que o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) age como um lacaio do governo de Donald Trump. Seu propósito real não é ser presidente, mas apenas agir e atuar como “vice-rei” encarregado de cuidar dos negócios dos Estados Unidos no Brasil, que voltaria a ser uma rica colônia a entregar suas riquezas exploradas por uma potência mundial, em um retrocesso histórico e escandaloso em pleno século XXI do terceiro milênio.
O candidato a presidente do Brasil, Flávio Bolsonaro, e o presidente da Argentina, Javier Milei, realizaram um show de horrores, breguices e ridicularidades, com direito a dancinhas debochadas e grotescas, bem como ambos se valeram de acusações mentirosas e agressões verbais inaceitáveis para quem se considera minimamente educado e preza pelo que é sensato e civilizado.
Os atos com motosserra e tesourão de poda apresentados pelos dois beócios cercados por uma verdadeira tigrada esfomeada pelo poder ficarão marcados na memória de todo cidadão que despreza patifarias e crimes, porque a verdade é que as declarações de Milei são crimes de calúnia, injúria e difamação, sendo eles ainda mais graves por se tratar de um presidente da República da Argentina em viagem não oficial.
Não foi um encontro partidário sério para apresentar propostas ao País, mas absolutamente leviano. Parecia a reunião da escória travestida de convenção partidária do Partido Liberal (PL) para lançar Flávio Bolsonaro candidato a presidente. A participação do mandatário argentino Javier Milei na reunião do PL, no dia 25 de julho, em São Paulo, gerou uma grave crise política e diplomática sem precedentes entre o Brasil e a Argentina.
A “visita” do político estrangeiro teve o propósito de interferir no processo eleitoral e democrático brasileiro. O presidente argentino de extrema direita e ultraneoliberal se alinha, sem qualquer contestação, aos interesses geopolíticos e econômicos de Donald Trump na América Latina, contrários à soberania dos estados nacionais e de seus povos, com a participação ainda, e por vídeo, do genocida Benjamin Netanyahu.
O premiê israelense é um assassino em massa de milhares de crianças e mulheres palestinas e atual mandatário de Israel, um país pária, de governo bárbaro, isolado do mundo e do que é minimamente civilizado. Para finalizar, durante o encontro dos delinquentes da extrema direita, exibiram a imagem do presidiário Jair Bolsonaro, gerada por inteligência artificial. Por IA, Bolsonaro conseguiu, enfim, expressar palavras inteligíveis, apesar de sua total dificuldade para raciocinar, obedecer e respeitar as leis, desde seu tempo de capitão expulso do Exército por má conduta moral e ambição desmedida por dinheiro.
Voltemos a Milei. Não se trata, que fique claro, de uma atuação política de Javier Milei movida pela emoção e que, com efeito, o leva a passar dos limites. Não, cara-pálida. Milei se juntou ao extremista de direita bolsonarista, Flávio Bolsonaro, já sabedor do roteiro torpe e abjeto antes de viajar para o Brasil, que era o de insultar com total desrespeito o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes. O magistrado impediu o presidente argentino de visitar o presidiário Jair Bolsonaro, o que lhe causou frustração e ódio no nível da fúria dos bolsonaristas nesses anos todos de agressões verbais pela internet e físicas em espaços públicos e também fechados.
O mandatário argentino veio ao Brasil em uma visita “privada” e fora dos ditames diplomáticos e governamentais. No território brasileiro, Milei insultou gravemente o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva perante uma claque de políticos brasileiros golpistas, que desejam transformar o Brasil em uma falida Argentina, levada à bancarrota moral e econômica pelo incontrolável e grosseiro Javier Milei, um homem de modos torpes, que se apresenta ao público como se fosse........
