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A aposta econômica da OCS: a Eurásia pode transformar comércio em crescimento compartilhado?

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31.08.2026

Durante grande parte de sua história, a Organização para Cooperação de Xangai (OCS) foi definida pela segurança. No entanto, 25 anos após sua fundação, sua agenda econômica está se tornando cada vez mais difícil de ser tratada como secundária.

Em 2025, o comércio da China com outros Estados-membros da OCS atingiu US$ 523,5 bilhões, ante US$ 12,1 bilhões em 2001, de acordo com o Ministério do Comércio da China. A cifra representou cerca de 8% do comércio exterior total do país. O investimento direto chinês em outros membros do bloco alcançou US$ 3,3 bilhões, com mais de 30 zonas de cooperação econômica e comercial construídas nos países da OCS.

Os números são expressivos. Mas não representam, por si só, uma integração regional.

A questão central é se a OCS pode transformar esse volume crescente de comércio e investimentos em uma rede econômica regional capaz de criar capacidade produtiva, e não apenas mero fluxo comercial.

Do comércio à produção

A relação já caminha nessa direção.

O comércio da China com os parceiros da OCS abrange desde produtos energéticos e agrícolas até veículos elétricos, baterias de íons de lítio, produtos fotovoltaicos e comércio eletrônico transfronteiriço. Os investimentos do país cobrem os setores de energia, mineração, infraestrutura, novas energias, automotivo e químico, segundo dados do Ministério do Comércio chinês.

A importância reside menos no valor bruto dos investimentos do que no seu potencial de transbordamento: fábricas podem criar fornecedores locais e empregos, enquanto parques industriais podem conectar produtores domésticos a mercados mais amplos.

Contudo, grande parte da cooperação econômica prática da OCS ainda é impulsionada por países individuais e projetos bilaterais, muito embora a organização tenha desenvolvido mecanismos multilaterais que cobrem comércio, investimento, finanças, transporte, energia, indústria e padronização.

Isso reflete a própria diversidade do grupo.

A China aporta capacidade industrial e um mercado consumidor gigantesco. A Rússia é uma grande exportadora de energia. As economias da Ásia Central buscam investimentos, infraestrutura e rotas diversificadas de escoamento. A Índia tem........

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