Quarto mandato Lulista: fim do austericídio neoliberal para enfrentar a guerra de Trump
O presidente Lula decidiu, nas últimas semanas, confrontar a onda neoliberal, impregnada, de forma disfarçada, na sua equipe econômica; ultimamente, os guardiães das contas públicas estavam, segundo avaliação do chefe de governo, com discurso enviesado, exagerando em defesa de cortes de gastos públicos, alinhados demais à orientação da Faria Lima.
Por isso, nos discursos de palanque, para enfrentar seu adversário de viés neoliberal fascista, senador Flávio Bolsonaro, do PL, ele começou a criticar a bancocracia, os juros muito altos e aquilo que eles provocam: freio no desenvolvimento, na criação de emprego e renda.
O esfriamento econômico, forçado pelo austericídio fiscal neoliberal, produz desequilíbrio entre oferta e demanda e, consequentemente, gera pressão inflacionária, prejudicial aos salários, barrando produção e consumo; na verdade, a causa principal dos juros altos é a escorchante taxa de juros, cujo custo insuportável é repassado aos preços.
Lula chegou a dizer, no Paraná, que a obsessão econômica com superavit primário – receita superior à despesa como meta principal, para favorecer banqueiro – é uma babaquice.
Na quinta-feira, diante da crise do judiciário que ameaça envolvê-lo, sem razão alguma, pois não tem nada a ver com as fraudes do Banco Vorcaro, que ele mandou fechar, bateu na mesa e virou o noticiário negativo: reajustou em 15% o Bolsa Família, que estava congelado há três anos.
A reação do presidente mereceu aplauso geral da sociedade, menos, é claro, da mídia corporativa conservadora; todos estão cansados do modelo neoliberal para o qual bate palma apenas o poder midiático; este produziu uma unanimidade negativa: tanto os assalariados, como os empresários, estão esgotados, endividados; trabalham, trabalham, trabalham e veem seu esforço para o desenvolvimento do........
