Eleição presidencial! Muita água ainda a rolar
Estamos a 5 meses e meio das eleições gerais e, em se tratando de Brasil, poucas coisas podem ser vaticinadas de forma peremptória. Apesar de muitos analistas e políticos experientes profetizarem, sem medo de errar, que o processo eleitoral está definido, com a disputa entre Flávio Bolsonaro e Lula, uns a garantir que ganhará este e outros aquele, decisivamente, só podemos afirmar que a eleição está em aberto, será polarizada, decidida em dois turnos por pequena margem e que um dos contendores do segundo turno será o presidente Lula.
Das nove eleições disputadas no recente período democrático do Brasil, o presidente Lula e o PT ficaram em primeiro lugar em cinco, e em segundo em quatro. Nada autoriza dizer que Lula não será candidato ou que caso ele não o seja o PT estará fora do jogo; a meu ver somente uma doença grave, não prevista, pois o presidente goza de boa saúde, o tirará da disputa, e, como já foi comprovado nos casos quando Dilma e Haddad concorreram, a figura central não foram eles, mas sim Lula. Pela força particular do presidente e pela capilaridade do PT, a chamada esquerda Lulista e seus aliados de centro e centro-esquerda estão unificados em torno da candidatura Lula, ou num caso extremo, de quem for por ele indicado, e representa um bloco sólido de 30 a 40% do eleitorado do país.
No outro “extremo” temos a candidatura de Flávio Bolsonaro que, por movimentação de seu pai, atropelou a candidatura que diziam ser da Faria Lima, a do Governador Tarcísio de Freitas. Flávio não tem experiência política para assumir a presidência da República e não tem experiência administrativa. Quando Bolsonaro estava no auge de sua popularidade, muitos diziam que um dos problemas do ex-presidente eram seus filhos, agora, dificilmente um destes será a solução. Se Jair Bolsonaro reunia condição de unificar a extrema direita, a direita e parte do centro, Flávio Bolsonaro não demonstrou tal capacidade.
Temos dois candidatos declaradamente de direita já lançados e que disputarão com o candidato do PL os votos deste campo. A direita associada à extrema direita e a parte do centro também forma um bloco, ora dividido, que representa de 30 a 40% do eleitorado. Podemos inferir que existe um outro campo, mais ao centro, igualmente de 30 a 40% de eleitores que poderiam ser atraídos por um conjunto de ideias que envolvessem parte da centro-direita e da centro esquerda. A polarização no Brasil sempre teve 3 grandes blocos, mesmo quando as alternativas viáveis ficaram bipolarizadas.
Até o momento, temos 12 pré-candidatos já definidos, a maioria destes dificilmente retirará suas candidaturas, mas poderá haver alguma composição, como, por exemplo, entre Caiado e Zema e ainda poderá surgir outro candidato, conforme........
