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Três semanas para salvar o Brasil

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Por Bruno Fabricio Alcebino da Silva* e Julia Protes Lamberti**

O cenário do pleito do último domingo foi catastrófico: as abstenções, brancos e nulos no primeiro turno das eleições presidenciais somaram mais de 39,4 milhões – quase 25% dos eleitores aptos a votar. A taxa de abstenção, segundo dados do TSE, somou 21,08%, seu maior índice desde 1998 e, após os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais, em que Lula encerrou em segundo lugar, com uma diferença de mais de 2 milhões de votos, o grande questionamento para as próximas três semanas é: como reverter esses votos à esquerda?

A resposta não passa por imaginar que esses quase 40 milhões de eleitores formam um bloco homogêneo à espera de uma candidatura. Há quem tenha deixado de votar por desinteresse, dificuldades práticas, descrença na política ou insatisfação com os candidatos. Há também quem tenha votado branco ou nulo como rejeição deliberada. O desafio, portanto, não é simplesmente transferir votos, mas reconstruir razões para que milhões de brasileiros voltem às urnas e entendam o segundo turno como uma escolha concreta sobre o futuro do país.

Lula chega a essa etapa com uma história que fala por si. Operário, líder sindical, fundador do Partido dos Trabalhadores e presidente por três mandatos, construiu uma trajetória inseparável da redução da pobreza, da expansão das políticas sociais, da valorização do salário mínimo e da geração de empregos. Foi sob seus governos que milhões de brasileiros saíram da miséria, chegaram à universidade e passaram a ter comida na mesa. No atual mandato, o Brasil deixou o Mapa da Fome da ONU, o desemprego recuou a 5,4% no trimestre encerrado em junho, o menor patamar da série histórica do IBGE, e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil devolveu renda a milhões de trabalhadores. Ainda há muito a avançar em áreas como renda, segurança, saúde e educação, e o custo de vida segue pesando no bolso das famílias, mas são desafios de quem tem um projeto de país em construção, e não de quem quer desmontá-lo. Por isso a população reconhece em Lula alguém que governa pensando em quem sempre ficou de fora. Entre um presidente comprometido com o povo e com a democracia e um projeto que ameaça as........

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