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É preciso reconhecer a ação de Galípolo no caso Master

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06.03.2026

Em meio a um dos maiores escândalos financeiros recentes do país, é preciso reconhecer a atuação firme do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no processo que levou à liquidação do Banco Master. Em um ambiente de forte pressão política, disputas institucionais e interesses contrariados, a autoridade monetária tomou decisões que, embora duras, foram fundamentais para proteger a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.

Pouco se fala, mas não se tratou de uma decisão simples. Ao assumir o comando do Banco Central, Galípolo herdou uma situação complexa na supervisão bancária — uma verdadeira “herança maldita” deixada pela gestão de Roberto Campos Neto. As fragilidades acumuladas ao longo dos anos vieram à tona no caso Master, expondo um conjunto de irregularidades financeiras que não poderiam ser ignoradas por qualquer autoridade responsável.

A medida mais contundente foi a decretação da liquidação extrajudicial do Banco Master. Após identificar graves inconsistências contábeis, riscos de solvência e ameaças à estabilidade do sistema financeiro, o Banco Central afastou os administradores da instituição e nomeou um liquidante para conduzir o processo. Trata-se de um instrumento extremo, utilizado apenas quando não há mais alternativas viáveis para preservar a instituição sem........

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