As metamorfoses do malufismo: da promessa de obras à retórica da extrema direita
Durante a ditadura militar e nos anos de Nova República, Paulo Salim Maluf se notabilizou por campanhas em que prometia obras, obras e mais obras. Viadutos, avenidas e grandes intervenções urbanas eram apresentados como prova suficiente da capacidade de governar. O eleitor deveria olhar para o concreto e deixar em segundo plano as perguntas sobre prioridades, custos e interesses atendidos. O velho “rouba, mas faz”, embora tenha surgido na política de Adhemar de Barros, encontrou no malufismo uma de suas expressões mais conhecidas.
Hoje, essa lógica parece assumir uma nova forma. Tarcísio de Freitas cultiva a imagem do gestor que resolve tudo com uma carteira de projetos: rodovias, trens, túneis, moradias e concessões. A lista cresce a cada anúncio. Se todas as promessas forem colocadas lado a lado, a impressão é de........
