A política de extermínio e morte nas periferias: 60 anos de violência policial no Brasil
Ao longo dos últimos 60 anos, as periferias e favelas brasileiras testemunharam a consolidação de um modelo de segurança pública marcado pela violência, seletividade e naturalização da morte, especialmente de jovens negros e pobres. Não se trata de casos isolados ou desvios individuais, mas sim de uma realidade estrutural praticada de forma deliberada pelas forças de segurança pública.
Os dados mais recentes confirmam essa situação alarmante. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, o Brasil registrou aproximadamente 6.400 mortes decorrentes de intervenções policiais em 2024. A imensa maioria das vítimas segue um padrão aterrador: são negros, jovens e moradores de territórios periféricos. Essa não é uma coincidência, mas sim uma consequência direta das políticas de segurança pública adotadas desde a inauguração da República no século XIX, que elegeu pobres e pretos como marginais, as famosas “classes perigosas”. Este padrão consolidou-se como modus operandi das forças de segurança pública e, infelizmente, sem sinais de que mudará a médio e curto prazo.
Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, essa política se manifesta de forma ainda mais intensa.
Em São Paulo, sob o governo de Tarcísio de Freitas, a letalidade policial voltou a crescer, impulsionada por operações de........
