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“O Estadão censurou a ‘Missa Leiga’”

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Em plena ditadura militar de 64, o jornal, que estava sob censura, proibiu os críticos de escreverem sobre a “Missa Leiga” e não incluía a peça de Chico de Assis nem no roteiro dos espetáculos. É o que conta um dos seus atores, Oswaldo Mendes, nesta entrevista exclusiva ao programa “Cessar-fogo”, da TV 247. Ele está em cartaz, em São Paulo, na peça “Édipo”.

EU: Oswaldo, você está numa peça maravilhosa chamada “Édipo”, no MASP, no papel de Tirésias. Me conta como é que foi essa produção e como é que você entrou nessa.

OSWALDO MENDES: Olha, a direção é da Clara Carvalho, com quem eu tinha trabalhado no mesmo grupo, que é comandado pelo Sérgio Mastropasqua, que faz o papel do Édipo exatamente nessa montagem que você viu. E a Jocasta é a Clarisse Abujamra. A peça foi escrita por um jovem dramaturgo inglês que está muito em evidência no mundo inteiro: Robert Icke. E ele pegou o mito de Édipo e trouxe para os dias atuais. O Édipo é um candidato a presidente numa eleição de um país qualquer, não interessa qual. Essa produção foi feita… eu já tinha trabalhado antes com o Sérgio Mastropasqua num espetáculo do Bernard Shaw há dois anos, que era O Dilema do Médico. E o Sérgio teve a sorte de encontrar um casal, a Rosalie Rahal Haddad e o Cláudio Haddad, que são pessoas que amam o teatro. Ela é ligada ao teatro, tem um doutorado na USP exatamente sobre o Bernard Shaw, e eles resolveram patrocinar o espetáculo, sabe? E eles bancam o espetáculo sem ficar recorrendo à lei, nada. E a Rosalie e o Cláudio Haddad são esses parceiros produtores. Quando a Clara Carvalho, que é a diretora, me ligou no final do ano passado, em dezembro, ela ainda estava traduzindo o texto. Ela disse: “Ah,........

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