menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

O governo na defensiva

18 0
02.03.2026

O governo Lula e o campo político-partidário que o apoiam regressaram novamente ao modo defensivo. Durante o terceiro mandato, experimentaram, em 2025, um breve lapso de ofensividade por ocasião dos embates da PEC da blindagem e da campanha contra o Congresso por votar pautas em favor dos ricos e contra os pobres.

Ao longo desses anos, chamamos a atenção várias vezes para as consequências negativas do defensivismo político, para a falta de existência de um estado-maior (um comando político no governo), para os erros de discursos e políticas (exemplo do Pix), para os equívocos da comunicação e para a apatia dos partidos da base governista. O governo se expressa por duas sínteses: uma articulação política desastrosa e uma comunicação incompetente.

O resultado era previsível: Lula e o governo se arrastando nas avaliações, com índices mais negativos do que positivos. O governo e os partidos da base são incapazes de traduzir em ganhos políticos os bons dados da economia, relativos à inflação, ao desemprego, ao crescimento do PIB, ao aumento da renda familiar e do poder de compra, aos programas habitacionais, ao Pé de Meia etc.

As últimas pesquisas vêm mostrando uma resiliente estagnação da intenção de voto em Lula e um crescimento consistente de Flávio Bolsonaro, depois que ele foi definido como candidato do bolsonarismo. A pesquisa Quaest de fevereiro mostra que a distância entre Lula e Flávio se encurtou para apenas 5 pontos nas simulações de segundo turno.

A estratégia do defensivismo político, em regra, conduz a derrotas. Somente em condições de extrema dificuldade e de grande adversidade de correlação de forças a estratégia se........

© Brasil 247