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O "Estado" bandido de Vorcaro e a República

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18.05.2026

O escândalo Master se estruturou sobre dois grandes eixos: a criação de um Estado-bandido pelo grupo criminoso e a degradação da República pela corrupção de autoridades. Diferentemente das máfias, o Estado-bandido de Vorcaro se viabilizou de forma superestrutural. As máfias foram organizações de base que se infiltraram nos aparatos estatais de baixo para cima.

O Estado-bandido de Vorcaro se estruturou no alto e se infiltrou pelo alto – pelas estruturas políticas, institucionais e financeiras –, numa operação que envolveu a colaboração do grupo criminoso com altas autoridades da República e funcionários do Estado. Quer dizer: essa organização criminosa se estrutura de forma intra e extraestatal.

Vorcaro se revelou um grande estrategista na infiltração e na cooptação de autoridades e funcionários. Para isso, utilizou um coquetel de meios, destacando-se três: 1) envolvimento de familiares de autoridades com negócios envolvendo o ecossistema das organizações e fundos ligados ao Master; 2) distribuição farta e generosa de propinas, benesses e favores a autoridades, a exemplo de viagens de jatinhos, hotéis de luxo e pagamentos em dinheiro; 3) festas nababescas regadas a luxo e favores sexuais, com uso de garotas trazidas de países do Leste Europeu.

No primeiro ponto, destacam-se relações contratuais e negócios com familiares de ministros do STF, como os irmãos de Dias Toffoli, a esposa de Alexandre de Moraes, o filho de Nunes Marques e o escritório da família do ex-ministro Ricardo Lewandowski. O ex-ministro da Fazenda de governos petistas, Guido Mantega, também prestou serviços a Vorcaro. Os funcionários do Banco Central, comprados para fazer vistas grossas e para viabilizar as ilegalidades financeiras do Master, estão neste mesmo enquadramento.

Já a família........

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