Caditos de Almeirim
A teoria de passar os ensinamentos, os comportamentos e os modos de vida, como toda agente sabe, vai passando de geração para geração.
Vou ficar por volta dos finais dos anos 50 e recordar, por exemplo: os filhos tratavam os pais por Você, o Tu… Nunca. Bastava por vezes um olhar e o respeito aparecia, as horas das refeições eram condicionadas, todos tinham que estar à mesa à hora combinada, rezar antes e depois era uma constante, o pai iniciava a refeição servindo-se e de seguida a mãe e depois os filhos, chegar fora de horas a casa sem autorização, sujeitava-se a dormir na rua, todos tinham tarefas domésticas e tinham que aprender “de costas ou de barriga”.
O chapéu era um adorno que por vezes tinha que ser tirado, por educação, na Igreja, à mesa ou em qualquer casa onde se entrasse, bem como cumprimentar alguém. As mulheres, apesar de andarem de lenço na cabeça, este eram substituídas na rua para por outro, mas preto. Nas missas, funerais e festas religiosas, o vestuário preto era quase obrigatório para viúvas ou viúvos. O homem tinha todos os direitos e dispunha como lhe apetecesse do governo da casa. A mulher era submissa em todos os aspectos e quando desejada, não podia dizer que não. Nem com a história da dor de cabeça se safava…
Da fogueira de cepa, sobro, pinho e oliveira que durante anos substituiu os fogões agora existentes para “caldeirar” e mesmo aquecer a casa, aparece o fogareiro a “Pitrol” uma peça revolucionária feito de cobre e umas bombadas e a cabeça aquecida com álcool verde, o espevitador........
