Laço Azul: porque proteger as crianças é responsabilidade de todos!
O movimento começou quando uma avó colocou um laço azul na antena do carro para assinalar a violência sofrida pelos netos. Da dor surgiu um apelo à ação que sensibilizou a comunidade.
Os maus-tratos nem sempre deixam marcas físicas. Podem surgir sinais subtis como mudanças bruscas de comportamento, tristeza persistente, isolamento, absentismo escolar, higiene descuidada ou hematomas inexplicáveis. Humilhações, ameaças ou violência, de pessoa próxima da criança indicam risco. Um sinal isolado pode não significar perigo, mas a persistência ou vários sinais exigem atenção.
É neste contexto que atuam as Comissões de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ). Estas entidades oficiais, de caráter não judicial, intervêm sempre que a segurança, saúde, educação ou desenvolvimento integral de uma criança estão em risco. O trabalho das CPCJ assenta na cooperação em rede entre escolas, serviços de saúde, forças de segurança, autarquias e instituições sociais, permitindo compreender cada situação e criar respostas ajustadas à realidade.
Nenhuma Comissão atua sem a participação da comunidade. Muitas situações chegam às CPCJ através de vizinhos, familiares, professores ou outros profissionais atentos. Sinalizar não é acusar, é permitir que os técnicos e especialistas avaliem a situação para proteger a criança, conhecer e apoiar família.
No mês de abril, o Laço Azul recorda-nos que o fim da violência e maus-tratos na infância pode começar com um olhar mais atento de cada um de nós. Quando a comunidade se une, nenhuma infância fica sem resposta. Observar, questionar e partilhar preocupações pode ser um primeiro passo para proteger muitas crianças.
Autores: Susana Teixeira | UCC Mateus Isabel Barros | CPCJ Vila Real
