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Zicky Té: só responde com trabalho. E com exemplo

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28.02.2026

Nascido na Guiné-Bissau e criado em Santo António dos Cavaleiros, em Loures, é um sinal claro para os mais jovens de que o caminho não precisa de ser perfeito nem percorrido a alta velocidade. Constrói-se. Cai-se. Ajusta-se. Insiste-se. Trabalha-se pelo que se pretende - para si e para os seus. Tem é de ser percorrido com atitude. Essa atitude é o que o fez chegar onde está. E chegou onde está porque resistiu onde outros cederam. Porque trabalhou quando outros descansaram. Porque acreditou quando a dúvida era mais fácil. Privou-se, focou-se, persistiu. E isso, no desporto como na vida, vale mais do que qualquer talento isolado.

Desistir ao primeiro contratempo nunca foi opção. Zicky representa o contrário: a consistência silenciosa. O treino quando ninguém vê. A ambição sem ruído. Trata o talento como ponto de partida, nunca como ponto de chegada. Essa diferença é tudo. Inspira os jovens a acreditarem que o talento, quando aliado ao esforço consistente, pode abrir portas inimagináveis. Todos sabemos que essas portas podem ser abertas pelo talento, mas é o comportamento que permite entrar.

Numa era em que tantas vezes se confunde exposição com grandeza, segue caminho inverso: simples na postura, intenso na competição; ambicioso sem arrogância; talentoso sem vedetismo. O respeito que reúne é praticamente unânime. E essa unanimidade não é circunstancial. É identidade.

Quando recebe de costas, o jogo suspende-se. Porque dali pode nascer qualquer coisa. Não joga apenas de costas para a baliza; joga de frente para o desafio. Aguenta contacto, fixa defesas, liberta alas, cria linhas de passe onde parecem não existir. E marca golos. O seu jogo é físico, mas também cerebral.........

© A Bola