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Os 15 anos da guerra fria entre a FPF e a Liga (2012/2026)

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25.03.2026

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional, fundada em 1979, organiza o principal campeonato desde 1995. Estruturalmente alinhada com a Federação Portuguesa de Futebol até 2011, a eleição de Mário Figueiredo, a 6 de janeiro de 2012, iniciou um ciclo de desalinhamento de 15 anos.

Reinaldo Teixeira é o presidente da Liga desde abril de 2025 e será reeleito para um novo mandato até 2031. Se os próximos cinco anos da sua liderança forem semelhantes ao primeiro, a FPF e a Liga vão completar um ciclo de 20 anos de Guerra Fria.

As sociedades desportivas, diplomaticamente, conseguem sempre evitar tomar parte da contenda, e são capazes até de apoiar em simultâneo dois líderes que se digladiem (o que ainda não é o caso atual).

Uma única vez tomaram partido e demitiram o presidente da Liga de forma fulminante — porque estava iminente a falência da Liga.

A ameaça mais evidente de não haver, neste momento, um entendimento entre a FPF e a Liga será um acordo de venda dos direitos televisivos pior do que seria possível, com perda de receita para os clubes. Se não fosse este o momento da centralização, o que por si só torna inevitável o alinhamento estratégico, um ciclo de cinco anos poderia passar depressa? Atentemos a dois períodos recentes.

Em 1999, numa rara convergência e sintonia entre o poder político, FPF, Liga e clubes, Portugal ganhou a organização do Europeu de 2004. Estávamos no 11.º lugar do ranking da UEFA e só tínhamos duas presenças na........

© A Bola