De Martínez a Jorge Jesus
Jorge Jesus assumiu o cargo de selecionador nacional com um reconhecimento popular que só Carlos Queiroz tinha tido em 1991.
Num país onde o sucesso de quem se fez a pulso nem sempre é bem recebido, Jesus precisou de muitas vitórias e de uma carreira internacional para conquistar este estatuto.
Partilha com Cristiano Ronaldo um percurso construído através do trabalho, da ambição e de resultados numa indústria extremamente competitiva, onde o reconhecimento se conquista por mérito.
Ambos são admirados por milhões de portugueses e têm de conviver com uma franja das elites que tem dificuldade em aceitar o êxito de quem não pertence ao seu círculo.
A primeira convocatória de Jorge Jesus confirma o que se esperava: quer ganhar já, mas o horizonte estratégico é o Mundial 2030, que também se disputará em Portugal.
Sem tempo para trabalhar a equipa antes dos primeiros compromissos da Liga das Nações, Jesus optou pela continuidade, corrigindo algumas das opções mais incompreensíveis de Roberto Martínez.
O regresso de João Palhinha, cuja ausência do Mundial 2026 continua sem explicação plausível, a convocatória de dois laterais-direitos e dois esquerdos, em vez de quatro direitos e apenas um esquerdo, e a inclusão de um terceiro ponta de lança antecipam uma gestão diferente da equipa e dos minutos de Cristiano Ronaldo.
Portugal tinha tanta qualidade em campo que a Espanha, depois de eliminar a França e derrotar a Argentina na final, considerou a vitória tangencial sobre a........
