Os limites dos limites
O Mundial de 2026 representa mais do que uma simples mudança do formato competitivo. Com mais seleções, mais jogos, mais dias de competição e disputado em diferentes contextos competitivos, deixou de ser apenas um evento importante para se tornar uma extensão da lógica de funcionamento e rendimento dos clubes, com os principais atores sujeitos a mais jogos, mais treinos e cada vez menos tempo de paragem, nem que seja apenas para não fazer nada.
A Seleção Nacional, tal como era conhecida, onde os jogadores se encontravam de tempos a tempos, concentrada e dependente de curtos períodos de preparação, mudou para um modelo quase contínuo de gestão do rendimento, partilhado com os clubes.
Hoje, as seleções não se limitam a convocar jogadores para os jogos. Passam elas próprias a gerir atletas ao longo de ciclos prolongados, monitorizam cargas, antecipam fadiga, gerem orçamentos elevados, recursos humanos e planeiam microciclos com base em informação contínua. E, fruto das obrigações e dos objetivos que têm, que não são apenas desportivos, qualquer federação pretende ter sempre os seus melhores jogadores disponíveis, mesmo para encontros de reduzida importância competitiva.
Para se ter uma ideia, existem 15 jogadores do Paris Saint-Germain que estão em competição praticamente ininterrupta desde o Campeonato do Mundo de Clubes disputado nos Estados Unidos, em 2025. Jogaram........
