Estou farto de gente estúpida
Há uma abissal diferença comportamental entre o latino e o anglo-saxónico, e até entre este e o nórdico. O sul da Europa sempre foi mais acutilante nas discussões, determinado nas reações e, até, radical na expressão das opiniões. Acontece em Itália, na Turquia, na Grécia, em Espanha e, obviamente, em Portugal.
Neste extremo sudoeste da Europa continental, em parceria ibérica, há mesmo uma estranha tradição que prioriza o acessório ao essencial, o fait divers ao nuclear, o espetáculo circundante ao espetáculo consistente e verdadeiramente marcante.
Portugal é, de muito longe, o país da Europa em que mais se fala de árbitros e arbitragens no futebol. Em que rapidamente se esquecem os lances em que avançados falham de baliza aberta, em que médios não cobrem convenientemente, em que defesas não cortam no tempo certo, em que guarda-redes não cumprem os mínimos. E até se desculpam e olvidam rapidamente planos de jogo mal calculados ou substituições tardias e erradas por parte de treinadores e suas equipas multidisciplinares.
Neste particular, abro um parênteses para vos dizer que já lá vai o tempo de um treinador principal, um adjunto e um preparador físico. Admitamos um técnico de guarda-redes. Agora são múltiplas as especialidades, as especificidades, com gente para cada pormenor do treino e com áreas bem definidas de ação, por forma a conceder ao chefe de equipa todos os dados possíveis e imaginários com vista à tomada final de decisão.
Voltemos ao português comum: entre as imperiais e as sandes de........
