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Abel com toda a razão!

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22.08.2026

Em oitenta segundos, Abel Ferreira fez parar o mundo do futebol. Parar para pensar, parar para refletir, parar para compreender as diferenças, os estímulos, as obrigações do alto rendimento, as desmesuradas pressões da competição, ela própria diretamente influenciada pelos ritmos alucinantes da sociedade moderna, e pelas desesperantes cobranças do lucro, da vitória, da supremacia.

Contextualizemos: o treinador português havia ganho por 1-0 o encontro da segunda mão da Taça dos Libertadores, no Paraguai, e com essa vitória conquistado o apuramento para os quartos de final da maior competição sul-americana para clubes, depois de um empate a um golo em São Paulo, no primeiro jogo.

Passou, com este triunfo, a ser um dos mais vitoriosos técnicos da história do Verdão, com 237 jogos ganhos, igualando Luiz Felipe Scolari. Aliás, se há palavra que pode definir os cinco anos e meio de Abel Ferreira no comando da equipa do norte da capital paulista é sucesso, e não apenas em número de jogos, mas em toda a formulação mais ampla do termo, tornando-se uma referência na história do emblema e do futebol brasileiro.

Ora isto quer mesmo dizer que Abel tem toda a legitimidade para desabafar do modo como o fez esta semana. Dizendo que «o futebol está doente», o português soltou a alma e juntou-a à razão, falando de treinadores, jogadores, presidentes e jornalistas, da pressão tremenda criada, sobretudo utilizando a comunicação social tradicional, mas também os novos media, para a necessidade emergente de ganhar, no sentido mais estrito do termo: vencer jogos, ultrapassar adversários e conseguir primeiros lugares.

As palavras de Abel, o........

© A Bola