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Um congresso por um futebol português moderno, transparente e competitivo

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06.02.2026

O 1.º Congresso do Futebol Português terminou com uma ambição clara relativamente ao ecossistema desportivo nacional: construir, de forma partilhada, um roteiro estratégico de crescimento e afirmação para a próxima década. Este encontro foi, por isso, um exercício de governança colaborativa que juntou Associações Distritais e Regionais, Liga Portugal, clubes e demais agentes desportivos, com um propósito claro: tornar o futebol nacional mais sustentável, mais inclusivo e mais competitivo.

A fotografia de conjunto é nítida: regista-se um consenso alargado sobre a urgência de reformas estruturais. A primeira — e talvez a mais simbólica — é a centralização dos direitos audiovisuais. O tema não é novo, mas ganha aqui novo fôlego. Sem uma política de distribuição mais justa e previsível das receitas televisivas, continuar-se-á a alimentar um ciclo de assimetrias que fragilizam a competitividade interna e condenam muitos clubes a uma sobrevivência intermitente. A centralização, quando bem regulada e acompanhada de mecanismos de solidariedade, pode ser o motor de uma redistribuição virtuosa, com impacto direto na qualidade das competições e na sustentabilidade do sistema nacional de competições profissionais.

Interligado a este tema, está o novo modelo de financiamento da Federação Portuguesa de Futebol. A ideia de uma conjugação de vontades articulada entre Associações, Liga e clubes é tão necessária quanto exigente. Equidade não é sinónimo de uniformidade:........

© A Bola