Scaloni curou Messi e a Argentina agradece
Qualquer aprendiz de feiticeiro com formação em futebol é capaz de operacionalizar um treino, organizar taticamente uma equipa, escolher um onze e fazer evoluir um jogador, as missões básicas de um treinador seja de que modalidade for. E depois há os predestinados, aqueles que conseguem algo raro — criar uma comunidade.
Lionel Scaloni pertence a esse lote restrito. O mérito do selecionador argentino não se resume aos títulos, um Campeonato do Mundo (2022) e duas Copas América (2021 e 2024), as principais competições a que uma seleção sul-americana pode almejar. O grande legado do antigo defesa/médio, hoje com 48 anos, é a capacidade de transformar um conjunto de estrelas numa família. Uma obra invisível aos olhos das estatísticas, mas fundamental para o brilho dos números que ostenta no currículo.
Na sexta-feira, 26 de junho, completaram-se 10 anos do anúncio de Lionel Messi de que se ia retirar da alviceleste. Aos 29 anos, acabara de perder a Copa América de 2016, a quarta final seguida sem erguer a taça em disputa, após o Mundial-2014 e a Copas Américas de........
