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Rui Borges: o fim da linha está nas mãos de Varandas

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30.10.2026

1 Há derrotas que custam três pontos, outras que custam títulos e algumas que acabam por custar a confiança. A derrota na final da Taça de Portugal, frente ao Torreense, fragilizou Rui Borges. O arranque da presente temporada não ajudou a recuperar o crédito perdido. As boas prestações na Liga dos Campeões alimentaram a esperança de que o Sporting pudesse encontrar na Europa o que lhe faltava internamente, mas até essa almofada desapareceu com o traumático desaire frente ao LASK Linz. E a derrota em casa frente ao Académico de Viseu foi a gota de água.

Nove pontos de distância para o FC Porto, líder do campeonato, são mais do que um problema de classificação. São um sinal de alarme. E, quando os resultados não aparecem, espera-se de um treinador que saiba identificar os problemas, reconhecer os erros e encontrar soluções. É precisamente aí que Rui Borges parece ter perdido o rumo.

Depois de cada desaire fica a sensação de que o treinador viu um jogo diferente daquele a que todos assistimos. As suas análises parecem frequentemente desajustadas da realidade que o relvado expõe, como se a explicação dos problemas estivesse sempre lugares isotéricos, percetíveis apenas por iluminados. Quando a leitura do treinador diverge sistematicamente da evidência, a questão deixa de ser apenas tática, passa a ser de lucidez, autocrítica e capacidade de liderança.

A isto soma-se uma postura que transmite pouca tolerância à crítica, como se questionar........

© A Bola