Os dois pés numa galera — a contra-crónica do um alternativo Portugal-Croácia
Quando este texto lhe chegar às mãos, o caro leitor saberá muito mais do que eu possa sequer ter conhecimento quando pressiono à vez cada letra deste teclado. Sabe o resultado, se Portugal passou ou não aos benditos oitavos, se sim como o conseguiu ou, se não, como foi capaz de falhar rotundamente no jogo e nos seus objetivos. Como foi capaz estragar alguns momentos da nossa vida, enquanto os amaldiçoamos por terem gasto o nosso investimento sobretudo emocional, e terem ido passar férias, sem brio ou um pingo de atitude, em vez de deixarem a pele em campo.
Tem argumentos, o leitor, numa escala só sua, para acreditar que se fez ou não uma boa exibição, e ainda se lembra de quem marcou os golos ou de quem teve culpa, se houve, nos sofridos. Aquele que, se não fosse ele, nada feito ou o que dormia em pé, qual burguês novo-rico, que engoliu há muito, não resistindo à gula, a fome de vencer. E, mesmo assim, esta é uma contra-crónica do jogo que poderia ter sido.
O pouco que sei é que o mais provável é que, madrugada dentro cá, noite cerrada em Toronto, se misture canícula com água quente a jorrar de alguma piscina sem manutenção no Olimpo. Troveje e se jogue ao pára-arranca como nos acessos às grandes cidades nas horas de ponta. Se eventualmente correu mal, amigos, então aí há forte probabilidade de a tempestade ganhar para a história o nome de Roberto. Com toda a justiça, reconheça-se. Ele veio mesmo para deixar marca.
Portugal é muito melhor do que esta envelhecida Croácia e, desta........
