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Do Sporting ao FC Porto: a falácia do belo 'chutão'

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13.03.2026

Li nas últimas horas várias críticas à saída de bola do Sporting, sobretudo na situação do penálti que ofereceu o 1-0 ao Bodo/Glimt, em contraste com o 2-0, que nasce precisamente do guarda-redes Nikita Haikin pontapear a bola para a frente em situação simétrica. Amigos, quando queremos encontramos sempre argumentos para aquilo que queremos defender. No entanto, o facto de termos vivido um outro futebol não torna errado tudo o que seja novo. E não se trata de defender uma moda ou um treinador. Apenas um processo válido.

Na jogada da grande penalidade (inexistente, diz o analista Pedro Henriques), não se trata da situação em si, mas sim da forma como é executada. Primeiro, porque se constrói a partir da baliza? Porque se quer precisamente atrair o adversário, ainda mais um tão pressionante como o Bodo. O risco existe. No entanto, também o há para o adversário. Ao subir linhas, ameaça partir-se em campo e expor-se ao ataque rápido dos leões. No entanto, naturalmente só se vê algo de errado em quem sai a jogar. E quem estava a sair a jogar até tem qualidade no passe, o que até reduz o perigo.

A disposição de Rui Silva e dos centrais é normal, com um de cada lado e os laterais baixos para dar maior segurança. Hjulmand é apoio central, embora já tapado, mais à frente e o resto da equipa está projetada, incluindo João Simões. Até aqui, tudo bem. Se os da frente baixarem já, comprimem o espaço por onde os companheiros podem sair.

Rui Silva já........

© A Bola