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Uma vitória não tem inimigos

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27.06.2026

Alguns treinadores convocam jogadores. Outros convocam uma nação. A diferença não está na tática. Está na linguagem. Está nas palavras que escolhem quando o jogo acaba e o microfone se aproxima.

Porque uma seleção nacional não veste apenas camisolas. Veste memórias, pronúncias, divergências, afetos. Transporta um país inteiro às costas. E um país nunca cabe dentro de um balneário.

Carlo Ancelotti percebeu isso no Brasil. Quando decidiu chamar Neymar de volta, não chamou apenas um futebolista.

Chamou um símbolo. Sabia que as pernas de Neymar já não resolvem tudo, mas também sabia que há coisas que não se medem em quilómetros percorridos. Medem-se no brilho dos olhos de quem volta a acreditar. Um Mundial também se joga nesse território invisível onde a esperança vale tanto como um drible.

Scaloni compreendeu a mesma lição há........

© A Bola