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Rui Costa: preso por ter e por não ter

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06.06.2026

Os clubes grandes têm uma estranha condenação. Quando ganham, parecem inevitáveis. Quando perdem, são absolutamente incompetentes. E, entre uma coisa e outra, desaparece quase sempre o espaço reservado à análise.

O Benfica vive atualmente nesse território. Um lugar onde as decisões já não são avaliadas pelo seu mérito, mas pelo desgaste acumulado de quem as toma.

Os últimos anos deixaram marcas. Mudaram treinadores, mudaram jogadores, mudaram promessas. Gastou-se muito. Conseguiu-se menos do que se esperava. E quando isso acontece, instala-se uma desconfiança permanente. A partir desse momento, qualquer decisão deixa de ser uma decisão. Passa a ser um julgamento.

Foi nesse ambiente que surgiu a tempestade José Mourinho e Real Madrid. A situação era delicada. Um treinador com o peso de Mourinho nunca abandona um palco sem provocar ruído. E o ruído aumentou quando as eleições no Real transformaram um processo que parecia simples numa novela pública.

No........

© A Bola