Os que nunca deixam de jogar
O futebol, por vezes, encontra formas de conversar com a memória. Portugal derrotou a Croácia num jogo imperfeito, nervoso, cheio de erros e sobressaltos. Sofreu primeiro. Respondeu depois. Esperou até ao último instante para encontrar o cabeceamento de Gonçalo Ramos. E depois esperou ainda mais. Para o VAR anular o empate croata e levar a Seleção até aos oitavos Com drama, euforia e alívio. Tudo junto um daqueles jogos em que o futebol parece esquecer a lógica para se entregar ao coração. Talvez porque o coração já estivesse em campo antes do apito inicial.
O calendário decidiu que a eliminatória fosse disputada exatamente um ano depois da morte de Diogo Jota. Há coincidências que parecem escritas por um romancista incapaz de controlar a emoção. A........
