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O mês em que voltamos a ser crianças

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13.06.2026

Começou o Mundial. E, como acontece, de quatro em quatro anos, o mundo voltou a fingir que é uma aldeia. Durante um mês, as fronteiras tornam-se linhas desenhadas a lápis, as diferenças políticas escondem-se atrás das bandeiras e milhões de pessoas que nunca se cumprimentariam na rua partilham o mesmo nervosismo perante uma bola que rola.

Será o último de Cristiano. O último de Messi. O capítulo final de uma história que nos acompanhou nas últimas duas décadas. Há crianças que aprenderam a ler quando eles já eram os melhores do mundo. Há adultos que envelheceram ao ritmo dos seus golos. E agora chegam aqui como os velhos pistoleiros nos filmes do Oeste. Ainda perigosos. Ainda respeitados. Mas já acompanhados pelo rumor da despedida.

Nenhum Mundial começa apenas no presente. Começa também na memória.Cada adepto transporta consigo um álbum invisível. Pelé a correr numa fita que........

© A Bola