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Martínez e a equipa sem ponto final

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20.06.2026

Há treinadores que são autores. Olham para os jogadores que têm à disposição e escrevem uma ideia capaz de os unir. Pegam em talento e transformam-no em narrativa. Não é esse o caso de Roberto Martínez. As suas equipas parecem rascunhos sucessivamente corrigidos e páginas cheias de frases bonitas, mas que nunca chegam a formar um texto. Há posse, sempre a posse, sempre a contemporização, mas falta o essencial: um sentido.

Quando chegou à Bélgica, encontrou uma geração que parecia saída de um romance. Courtois, Kompany, Alderweireld, Vertonghen, Witsel, De Bruyne, Hazard, Lukaku. Uma constelação tão brilhante que parecia impossível regressar a casa sem uma grande taça. Regressou. O tempo passou e a geração dourada envelheceu com as mãos vazias.

Agora, em Portugal, a história ameaça repetir-se. Não porque falte talento. Talvez........

© A Bola