Benfica: os miúdos não sentem que é impossível
O Benfica chega a janeiro como chegam os pugilistas que ainda estão de pé, mas já perderam a conta aos golpes. Houve eleições há pouco mais de quatro meses com Rui Costa, ao longo de uma dura campanha, a revalidar o mandato. Antes mudou o treinador. Saiu Bruno Lage, entrou José Mourinho, um dos homens mais preparados do futebol europeu para gerir crises, egos e ruínas. E, ainda assim, o Benfica chegou ao coração do inverno fora da Taça de Portugal, derrotado na Taça da Liga, a nove pontos do líder FC Porto e a cinco do segundo lugar ocupado pelo Sporting. A noite épica frente ao Real Madrid, que permite a continuidade na Champions, tornou-se num balão de oxigénio que perdeu algum volume com o empate em Tondela.
Uma época que começou com ambição, passou a resumir-se a um objetivo curto de chegar ao segundo lugar e um sonho (ainda muito distante) de alcançar a primeiro, além de mais um capítulo europeu prestes a ser escrito com o Real Madrid. Em matéria interna, o resumo faz-se de forma simples: pouco para quem é grande, muito para quem está ferido.
A equipa, é justo dizê-lo, tem melhorado. Está melhor hoje do que há algumas semanas. Mais organizada, mais compacta, menos caótica. E para isso também contribuiu a ida de........
