Rui Borges e o desafio da organização
Fisicalidade, verticalidade, velocidade. Parece ter sido este o caminho escolhido por Rui Borges e pela estrutura leonina para a época 2026/2027. Uma escolha tão válida quanto qualquer outra, especialmente quando há congruência entre as intenções veiculadas e as contratações efetuadas. Inspirados no sucesso do modelo Farioli, os leões decidiram ser este o melhor momento para operar uma autêntica revolução no plantel, deixando sair algumas das principais figuras de proa do mais recente sucesso sportinguista.
Essa decisão, mais do que responder a desejos pessoais ou movimentos de mercado, indica uma mudança no paradigma verde e branco, com um aproximar de ideias e vontades entre o que Rui Borges verdadeiramente quer em termos de opções e a sua ideia de jogo.
Nada de novo, dirão os leitores, e é verdade. Não é o primeiro nem será o último treinador a querer ter um plantel à sua disposição de acordo com aquilo em que acredita e os princípios de jogo que defende.
No entanto, tamanha revolução exige tempo. E em futebol o tempo tende a ser escasso quando os resultados não surgem. Ou quando as exibições ficam aquém do expectável.
Depois de uma época 2025/2026 em que foi considerada a equipa que mais qualidade e variabilidade ofensiva apresentou a nível interno, o Sporting elevou a fasquia exibicional para um nível bastante........
