Uma jornada azul-e-branca
DESDE o dia em que Eusébio faria 83 anos, 25 de janeiro de 2025, até ontem, o Benfica esteve 603 dias sem perder na I Liga portuguesa. Entre a surpresa que foi a derrota perante o Casa Pia, em Rio Maior, e o desaire de ontem do Dragão, muita água correu debaixo das pontes, em tempo de seca de títulos significativos dos encarnados. É verdade que o campeonato de 2026/27 ainda acabou apenas de ultrapassar o primeiro quinto, mas a vantagem do FC Porto, que tem por vitórias os sete jogos disputados, sobre Benfica (5 pontos) e Sporting (6 pontos) - o Santa Clara de Petit tem os mesmos pontos dos leões, mas não é candidato ao título - sem ser decisiva é significativa, e traduz um padrão resultadista (sem sentido pejorativo), que tem por objetivo ganhar jogos, sabendo que está numa prova de regularidade, e os jogos valem todos o mesmo prémio.
QUANDO o caso fica mal parado, aqui ou na Conchinchina, a solução óbvia é pedir a cabeça do treinador, como se tal fosse a panaceia para todos os males que levaram ao insucesso desportivo, mesmo que pontual e relativo, como é o caso, por exemplo, de Rui Borges, no Sporting.Depois da revolução operada no plantel leonino, havia alguém que pensasse que tudo correria como se Diomande, Hjulmand, Morita, Pote, Bragança, Quenda e Trincão continuassem em Alvalade? Seria normal que os novos jogadores não precisassem de tempo para se conhecerem e passarem a render aquilo que clube e adeptos esperam? Francamente, é........
