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Se achas Lisboa grande

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19.03.2026

Independentemente do que tivesse acontecido no Sporting–Bodo/Glimt, já tinha decidido que escreveria sobre Rui Borges. Provocam-me urticária algumas das críticas que lhe têm sido dirigidas. Não está em causa o legítimo direito à discordância quanto ao modelo de jogo, treino ou liderança. Está em causa a natureza de certas opiniões que, ainda que revestidas de linguagem técnica, deixam transparecer um incómodo mais profundo — quase pessoal — com aquilo que Rui Borges é. Por fazer gala de ser de Trás-os-Montes; por falar na estrelinha do avô; por o fato e gravata não lhe assentarem bem; por não utilizar palavras caras; pela voz; por gostar de comer em tascas; por beber uns copos de tinto na taberna… Críticas com um traço de elitismo incómodo, como se a competência tivesse um código estético…

A semana........

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