De Mourinho a Zalazar, o Benfica é um castelo de cartas ao vento
Há um silêncio pesado na Luz, o tipo de silêncio que precede não a bonança, mas o desmoronamento. O Benfica de Rui Costa, que prometia ser «o Benfica dos adeptos», assemelha-se hoje a um castelo de cartas exposto a uma nortada impiedosa.
E a carta que ameaça levar tudo consigo tem o nome de José Mourinho. No futebol de alta rotação, a indecisão é o pecado capital que não conhece perdão e a estrutura encarnada parece ter-se esquecido de que os comboios de elite não esperam por quem não sabe o que quer.
Diz o povo que quem hesita, perde. Na Luz, hesitou-se 15 dias. Quando o Special One — que nunca escondeu o coração encarnado, mas que nunca esqueceu o profissionalismo frio — bateu à porta para discutir o futuro e a renovação, encontrou uma direção em modo pausa. Rui Costa e os seus pares........
