A boa notícia para o Benfica é que dificilmente pode fazer pior
O Benfica começou a época 2026/27 da mesma maneira que terminou 2025/26: confuso, errático, com peças aparentemente fora do sítio e um manto de dúvidas sobre o futuro de alguns jogadores. Frente ao St. Gallen, os encarnados terminaram o jogo com um central a caminho de outro clube (António Silva, Bournemouth), um extremo com malas feitas para outro (Tiago Gouveia, Atlas do México) e um médio que já percebeu ter pouco espaço com Marco Silva (Barrenechea).
Não há treinador que resista a indefinições deste género em jogos de pré-época, muito menos em contexto competitivo. Em circunstâncias normais, o ex-técnico do Fulham deveria estar nesta altura a fazer experiências no Torneio do Guadiana, mas por culpa própria do clube e de um alinhamento dos astros, o Benfica viu-se obrigado a competir em julho, uma semana depois do Mundial. Dizem muitos adeptos que houve muito azar porque em circunstâncias normais o Torreense nunca venceria o Sporting na final da Taça de Portugal, mas esquecem-se que em 2024 a equipa beneficiou de terceiros para entrar diretamente na Liga dos Campeões, sem passar por pré-eliminatórias, graças à vitória da Atalanta na final da Liga Europa, o mesmo processo que este ano permitiu ao Sporting evitar duas eliminatórias para aceder à fase de liga da Champions, com a vitória do Aston Villa na final da Liga Europa, onde o Benfica quer entrar esta época.
Umas vezes a sorte sopra, outras não, portanto, e por isso só a competência pode ser o referencial do trabalho. E mais........
