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FPF: Mais vale parecer do que ser

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09.08.2026

As competições nacionais estão de volta. Após um ano com muita pressão e alguma polémica, todos esperávamos que o período de pausa trouxesse um novo ambiente ao futebol português. Puro engano. Os acontecimentos das últimas semanas mostram que pouco ou nada mudou.

A divulgação de áudios privados de Pedro Proença é algo que todos devemos condenar. O futebol, pela sua dimensão mediática, deve dar o exemplo em situações como esta. A sociedade deve perceber que este tipo de práticas não pode ser normalizado nem aceite. Alegadamente, estavam naquela reunião cinco pessoas: Pedro Proença e o seu assessor, Filipe Pais, Rui Costa, Fernando Seara e Nuno Costa. Uma dessas pessoas foi responsável pela gravação e divulgação daqueles áudios. As grandes instituições devem ser geridas por pessoas que representem os seus valores.

A grande questão que está em cima da mesa é simples: Pedro Proença ou Rui Costa sabem quem gravou aqueles áudios? Se o sabem, têm o dever de o dizer publicamente para que o responsável possa responder pelos seus atos. Se não o sabem, devem ser proativos e fazer tudo o que estiver ao seu alcance para esclarecer o sucedido.

No caso de Pedro Proença, Filipe Pais já não é funcionário da FPF e pouco poderá fazer, além de colaborar no esclarecimento dos factos.

No caso de Rui Costa, a responsabilidade é diferente. Não pode gerir um clube convivendo com a suspeita de que um dos seus funcionários possa estar associado a........

© A Bola